Home Office e a Performance: Melhora ou Piora?


O “home office” não é novidade, porém, a dúvida é se contribui ou não para uma melhor performance. Ao longo dos anos esta é uma pergunta desafiadora e cada vez que tocamos neste tema, temos os prós e os contras, onde os quesitos “não a favor” por muito tempo predominaram por não estarmos preparados ou maduros o suficiente.

O cenário mundial nos colocou em uma obrigatoriedade e velocidade em entender e fazer com que as nossas empresas, independente do porte ou negócio, reaprendessem, reestudassem e reorganizassem a sua tecnologia, os seus processos e as pessoas. Se não bastasse a necessidade de rearmonizar estes 3 pilares, ainda há a comunicação, e em muitos negócios, até a própria estratégia ou tática requereram uma atenção redobrada ou até mesmo uma revisão.

Como dito, o “home office” já existe há um bom tempo e é comum certas funções terem esta liberdade de em um dia pontual trabalharem em casa ou em outro ambiente fora da empresa, seja por indisposição ou recuperação de saúde, ou ainda, imprevistos ou tratativas pessoais. Há também os programas que algumas corporações promovem, onde alguns funcionários trabalham de casa um ou dois dias na semana, porém, na sua grande maioria, nada que estenda para 100% de todas as áreas ou funções da organização.

Há um pouco mais de 2 anos colocamos uma área de operações inteira em “home office”, pois a mesma dispendia um certo espaço e infraestrutura alugada, e decidimos fazer a migração. Dentre os desafios, tivemos dois maiores, o primeiro foi harmonizar o pilar “comunicação” entre equipes e gestores para que não houvesse prejuízo de performance e de clima. O segundo foi convencer os clientes que tínhamos e manteríamos um método onde todos os pilares necessários para a entrega de resultados estavam sendo orquestrados de maneira sustentável para o negócio. O resultado desta mudança e migração foi consideravelmente positivo, pelos seguintes:

• a performance qualitativa melhorou e em nenhum momento houve queda da mesma, constatada pelos nossos próprios clientes;
• a performance produtiva cresceu próximo aos 30%, o que implicou em fechar novos contratos com menos estrutura, consequentemente sendo mais competitivo;
• o resultado financeiro nos proveu outra evolução, pois além da melhora de produtividade, houve menos custos de infraestrutura e outros.

Naquele momento, tínhamos reinventado o nosso modelo de operar, entregando mais e com menor custo, através dos métodos redesenhados e reorquestrados da gestão operacional (pessoas, tecnologia, processos) e de negócios, nos dando uma vantagem interessante em relação a experiência de migrar operações para “home office” e sustentá-las com sucesso até hoje, por mais de dois anos.

Estamos passando por uma radical mudança na forma de fazer e operar negócios, seja no B2B ou no B2C, e isso, está fazendo com que as empresas iniciem o seu redespertar para o conceito “home office”, questionando se realmente precisamos de toda estrutura atualmente utilizada para executar e entregar serviços.

Enfim, daqui a alguns meses é muito provável que descobriremos a cura e vacina para tal pandemia que nos aflige, porém, deixará o legado do conceito “home office” com muito mais “prós” do que “contras”.



Wagner França
Diretor Executivo
Simple4all
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